2 de janeiro de 2014

Bactérias


Há muito tempo atrás, um negociante holandês chamado Antoni van Leeuwenhoek gostava de polir lentes e construir microscópios. Um dia, seguindo instintivamente sua curiosidade, resolveu coletar um pouco do material incrustado em seus próprios dentes e observar através de um microscópio. O que ele viu foi algo parecido com o ilustrado na figura abaixo: seres minúsculos com forma de bastão.


Ainda seguindo seu instinto se pôs a analisar vários outros materiais e sempre notando a presença dos mesmos seres. Foi o primeiro relato oficial de observação desses organismos, mais tarde denominados “bactérias”. Ainda sem nome, esses seres foram sucedendo os anos sem ter a atenção merecida e somente ao final do século XIX, o médico alemão Robert Koch descobriu que estes pequenos animais estariam causando uma doença no gado. Só então passaram a ser objeto de estudos mais aprofundados sobre sua origem, sua função e sua conseqüência envolvendo danos que poderiam causar à espécie humana. 


Estudos mais tarde revelaram que certas doenças como a lepra e a gonorréia eram de fundo bacteriano, por isso houve, na época, um certo temor de que todas as bactérias fossem maléficas. Já que estavam (e estão) por toda parte, inclusive por toda a extensão de nosso corpo. Ou seja, estamos transportando bactérias, somos seus vetores. 

Mas foi preciso anos de dedicação à estas criaturas minúsculas para entender que elas também tem seu lado bom. Muitas espécies são extremamente úteis tanto para os humanos como para o solo, para as plantas e para outros organismos. E ainda, principalmente, para a indústria alimentícia, já quem muitas bactérias atuam na fermentação de leite e na produção de diversos alimentos lácteos, como o iogurte, por exemplo. No entanto, Louis Pasteur e Koch descreveram pela primeira vez os malefícios causados pelas bactérias. 
Posteriormente, Christian Gottfried Ehrenberg se inspirou no tamanho e na forma destes animálculos e deu a eles o nome de bacterium, que provém do grego “βακτηριον” que significa “pequeno bastão”. 
Tipos de Bactérias
A figura abaixo nos mostra quantos tipos diferentes existem, e que esta organização foi assim criada com base nas formas de cada bactéria e em como estão interligadas:

bacterias
Esses organismos foram posteriormente classificados no Reino Monera.

Autora:  Marilia Araujo (Escola Kids)

Algumas doenças causadas por bactérias



Existem diversos tipos de bactérias causadoras de doenças

As bactérias são seres unicelulares e procariontes que podem fazer bem ou mal para os seres humanos. Algumas bactérias são aliadas dos seres vivos e vivem em harmonia, enquanto outras são causadoras de doenças. Abaixo citaremos algumas doenças que são causadas por bactérias.


                                                    Criança com impetigo próximo à boca

- Impetigo: causado pela bactéria Staphylococcus pyogenes, é muito comum em crianças. Caracteriza-se pelo aparecimento de feridas na pele que se rompem e originam uma casca. O impetigo é uma doença contagiosa.


O botulismo é causado pela ingestão da toxina produzida por uma bactéria presente em alimentos industrializados
- Botulismo: a bactéria que causa essa doença se chama Clostridium botulinum e produz uma toxina que pode contaminar alguns alimentos (principalmente alimentos enlatados, em conserva e embutidos, como a salsicha). O botulismo não é uma doença contagiosa, mas pode causar a morte se não for tratada rapidamente.

                                               A lepra é uma doença causada por uma bactéria

- Lepra ou hanseníase: essa doença é causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Causa lesões nos nervos, na pele e nas mucosas. A pessoa que apresenta essa doença perde a sensibilidade na pele. A lepra é uma doença contagiosa, mas há uma vacina para pessoas que tenham contato direto com o doente.

                          A meningite é uma doença que pode ser causada por bactérias ou vírus

- Meningite meningocócica: essa doença também é causada por vírus. Nela ocorre uma infecção das membranas que envolvem o cérebro, chamada de meninges. A meningite causa febre alta, náuseas, vômitos e rigidez dos músculos da nuca. Trata-se de uma doença contagiosa que dispõe de vacina para a sua prevenção.

                O tétano é causado por ferimentos profundos na pele provocados por objetos contaminados

- Tétano: é uma doença provocada pela bactéria Clostridium tetani, que pode penetrar em nosso corpo através de ferimentos profundos na pele. A pessoa sente dores de cabeça, febre e contrações musculares. O tétano não é uma doença contagiosa, e existe vacina para a sua prevenção.

                        Os sintomas da coqueluche se parecem com os sintomas de um simples resfriado

- Coqueluche: causada pela bactéria Bordetella pertussis, é comum em crianças. Seus sintomas se parecem com os de um resfriado, seguidos de muita tosse. É uma doença contagiosa, mas existe vacina para a sua prevenção.
- Pneumonia bacteriana: doença causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae. A pessoa doente sente febre, dificuldade para respirar e dor no peito. Essa doença é contagiosa, mas há vacina para a sua prevenção.

- Tuberculose: a bactéria responsável por causar essa doença é a Mycobacterium tuberculosis, que atinge os pulmões. A pessoa doente apresenta tosse, febre, cansaço e emagrecimento. É uma doença contagiosa, mas que possui vacina para a sua prevenção.


Os aracnídeos


Os aracnídeos são animais adaptados a ambientes de terra firme
Os aracnídeos são animais artrópodes, encontrados em ambientes de terra firme. Os animais que representam os aracnídeos são aranhas, escorpiões, ácaros e carrapatos. As aranhas podem ser encontradas em matas, pântanos, desertos e casas, sendo que muitas espécies de aranhas vivem em buracos no solo, enquanto outras vivem em teias construídas por elas mesmas. 

Os escorpiões se escondem durante o dia em tocas, cascas de árvores, madeiras, pedras e às vezes no interior das casas (dentro dos sapatos, guarda-roupas, etc.). Esses animais são muito ativos durante a noite, quando saem para caçar suas presas, que são principalmente insetos. 

Morfologia externa de uma aranha 

O corpo de todos os aracnídeos é dividido em cefalotórax e abdome. Nos carrapatos e ácaros essas partes são fundidas; e no abdome dos escorpiões há uma cauda, em cuja ponta há um aguilhão, onde o animal guarda o veneno. 
Os aracnídeos possuem um par de quelíceras (nas aranhas as quelíceras servem para injetar veneno) e também pedipalpos, que ajudam a espremer a presa. Além disso, os pedipalpos atuam como órgãos gustativos, ou seja, é através dessas estruturas que esses animais sentem o sabor dos alimentos. As aranhas ainda possuem pequenas estruturas chamadas de fiandeiras que produzem uma substância que, em contato com o ar, se transforma em fio, com o qual a aranha tece sua teia, ou faz um casulo para colocar seus ovos, ou guarda seu alimento. 

Ácaro que fica na poeira de nossas casas visto em microscópio eletrônico 

Os ácaros são animais microscópicos e por isso não conseguimos vê-los a olho nu. Há espécies de ácaros que atacam aves e mamíferos e que também podem transmitir algumas doenças aos seres humanos, como é o caso da sarna. Há espécies de ácaros que vivem na poeira que se acumula em móveis, tapetes, bichos de pelúcia, etc., e que causam várias alergias respiratórias. 

O carrapato perfura a pele do animal com suas quelíceras para sugar o sangue 

Os carrapatos são aracnídeos hematófagos, ou seja, alimentam-se de sangue e podem transmitir doenças para animais domésticos e até mesmo para os seres humanos. Esses animais podem ser encontrados em gramados ou em frestas das paredes, onde ficam até encontrar um hospedeiro. 
Os aracnídeos mais perigosos para os seres humanos são as aranhas e os escorpiões, que possuem um veneno produzido por glândulas especiais e que pode causar muitos estragos. É importante lembrar que a maioria das aranhas é inofensiva, mas para evitar acidentes com aranhas e escorpiões, devemos tomar alguns cuidados, como: 
- Verificar se há alguns desses animais dentro de roupas e calçados antes de vesti-los/calçá-los; 
- Andar sempre calçado; 
- Não acumular lixo, entulho, madeira, tijolos, próximos a residências, porque atraem os escorpiões que vêm em busca de abrigo e alimento; 
- Não colocar a mão desprotegida em buracos ou embaixo de madeiras. 

Por Paula Louredo
Graduada em Biologia