16 de janeiro de 2012

Ecossistema, ou sistema ecológico




Ecossistema, ou sistema ecológico, é uma unidade de organização biológica constituída por todos os organismos de uma certa área e pelo ambiente em que esses organismos vivem.
Caracteriza-se por interações entre os componentes vivos (bióticos) e os não vivos (abióticos). Essas interações resultam num fluxo de energia do Sol, através dos autótrofos, para os heterótrofos, e numa ciclagem de minerais e de outros materiais inorgânicos.
Dentro de um ecossistema existem níveis tróficos (de tomada de alimento). Todos os ecossistemas possuem pelo menos dois níveis tróficos: os autótrofos, que são plantas ou algas fotossintetizantes, e os herbívoros, que geralmente são animais. Os autótrofos, produtores primários do ecossistema, convertem uma pequena proporção (acima de 1 por cento) da energia do Sol recebida em energia química. Os herbívoros, que comem os autótrofos, são os consumidores primários. Um carnívoro que come um herbívoro é um consumidor secundário, e assim por diante. Cerca de 10 por cento da energia transferida a cada nível trófico são armazenados nos tecidos corporais. Raramente há mais do que cinco elos em uma cadeia alimentar.



Os movimentos de água, carbono, nitrogênio e minerais através dos ecossistemas são chamados ciclos biogeoquímicos. Neles, materiais inorgânicos do ar, da água ou do solo são tomados pelos produtores primários, passados para consumidores, e finalmente transferidos para decompositores, representados principalmente por bactérias e fungos. Os decompositores quebram material orgânico morto e o devolvem ao solo ou à água numa forma novamente utilizável pelos produtores primários. A presença, retenção e reciclagem dos minerais são influenciadas por algumas características do solo. Essas características incluem a rocha que originou o solo, a presença de húmus na superfície do solo, a composição deste e seu pH. Íons com cargas positivas são retidos no solo por partículas de argila negativamente carregadas. Os solos e a vida vegetal exercem influência mútua. As plantas aumentam a disponibilidade de minerais no solo e afetam sua textura; essas modificações, por sua vez, melhoram a capacidade do solo para sustentar vida vegetal, o que leva a novo aumento no conteúdo de húmus.

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CICLO DO CARBONOA ciclagem do nitrogênio a partir do solo, através dos corpos das plantas e dos animais e de volta ao solo é chamada ciclo do nitrogênio, implica várias fases. O nitrogênio chega ao solo na forma de material orgânico de origem animal ou vegetal. Esse material é decomposto pelos organismos do solo. A amonificação, que consiste na quebra de moléculas nitrogenadas a amónia (NH3) ou a amónio ( NH4+), é realizada por certas bactérias e fungos do solo. A nitrificação é a oxidação da amónia ou do amónio a nitritos e nitratos; essas fases são realizadas por dois tipos diferentes de bactérias. O nitrogênio é absorvido pelas plantas quase exclusivamente na forma de nitrato. Dentro da planta os nitratos são reduzidos a amónio por meio de um grupo carbonado. As substâncias orgânicas nitrogenadas são, finalmente, devolvidas ao Solo, por morte e decomposição, o que completa o ciclo do nitrogênio.

O solo perde nitrogênio pelas colheitas, pela erosão, pelo fogo, por lavagem e por desnitrificação. A quantidade de nitrogênio do solo é aumentada pela sua fixação, que consiste na incorporação de nitrogênio provindo do ar em compostos orgânicos. A fixação biológica do nitrogênio é realizada inteiramente por microrganismos, inclusive algas azuis, ou por uma associação simbiótica de bactérias (Rhizobium) com plantas leguminosas.

CICLO DO NITROGÊNIOSe um dos nutrientes inorgânicos necessários ao organismo deixa de ocorrer, cessa o crescimento e a reprodução. Além disso, qualquer dessas substâncias, se presente em quantidades excessivas, pode ser inibidora ou tóxica. Cada organismo tem um âmbito de tolerância em que pode crescer. Esse âmbito difere para elementos nutricionais diferentes e também para outros fatores ambientais. O elemento que determina se um certo organismo pode crescer em certa área é chamado fator limitante. A sucessão ecológica é uma seqüência ordenada de modificações no tipo de vegetação e de outros organismos de uma determinada região. A sucessão primária ocorre em áreas previamente não ocupadas por organismos vivos, enquanto a sucessão secundária ocorre em áreas perturbadas, das quais a vegetação foi removida. Os dois tipos de sucessão resultam de modificações produzidas pelos próprios organismos vivos e culminam no estabelecimento de uma comunidade clímax, que é a comunidade característica para aquela região.O amadurecimento dos ecossistemas é acompanhado por aumento em biomassa e em número de espécies. O sistema maturo caracteriza-se por maior estabilidade em comparação com o sistema imaturo.

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