14 de novembro de 2012

Os Crustáceos



O que são 

Os crustáceos são animais invertebrados e pertencem à classe dos artrópodes, desta classificação fazem parte os seres que possuem pernas articuladas, mas sem espinha dorsal. Também pertencem a esta categoria a craca (encontradas em ecossistemas litorâneos), o camarão, a lagosta e o caranguejo. 

Informações 

A maioria dos crustáceos habita no mar, mas há algumas espécies de caranguejos que são capazes de viver também no ambiente terrestre. O bicho-de-conta (também conhecido como tatuzinho), encontrado facilmente nos jardins domésticos, também faz parte desta classe. 

Quase todos os seres desta espécie nascem de ovos, sendo que maioria deles atravessa uma fase intermediária pelo qual se mostram muito diferentes dos animais em que se transforma quando adultos. Ao chegarem à fase adulta, cobrem-se com uma casca grossa (carapaça). Posteriormente, essas cascas sofrem um processo natural de mudança e substituição. 

O menor crustáceo que há na natureza é a pulga da água, cujo tamanho é tão reduzido que ela mal pode ser visualizada a olho nu. O maior deles é um caranguejo, encontrado no Japão, pois ele possui pernas muito grandes e estas possibilitam que ele se movimente em grande velocidade. 

Os crustáceos de menor tamanho servem de alimento para muitos peixes, principalmente quando ainda se encontra em sua forma larval; nesta fase são devorados em grandes quantidades por algumas espécies de baleias.Estas preferem alimentar-se de camarões que, por sua parte, também se alimentam de outros tipos de crustáceos. Desta forma, o equilíbrio da cadeia alimentar no ecossistema aquático é mantido. 

Classificação científica: 

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Crustacea 

Curiosidade: 

- A palavra crustáceo origina-se do latim, onde crusta significa carapaça dura. 

Exemplos mais conhecidos de Crustáceos: 

LAGOSTAS 

- Lagosta-sapata
- Lagosta-cabo-verde
- Lagosta-branca
- Lagosta-vermelha 

CAMARÕES 

- Camarão-d'água-doce
- Camarão-da-malásia
- Camarão-de-estalo
- Camarão-mouro
- Camarão-branco
- Camarão-de-patas-brancas
- Camarão-de-sete-barbas
- Camarão-limpador
- Camarão-rosa
- Camarão-de-concha
- Camarão-do-rio-são-francisco (camarão de água doce) 

SIRIS 

- Siri-chita
- Siri-açú
- Siri-chinga
- Siri-da-areia
- Siri-do-mangue 

CARANGUEJOS 

- Caranguejo-azul
- Caranguejo-aranha-gigante
- Caranguejo-uça
- Caranguejo-amarelo
- Caranguejo-do-rio
- Caranguejo-chama-maré 

CRACAS 

TATUÍS 

PERCEBES 

PULGA DA ÁGUA 

TATUZINHO DE JARDIM 

BICHO-DA-CONTA

19 de setembro de 2012

Liquens



Os liquens são associações simbióticas de mutualismo entre fungos e algas. Os fungos que formam liquens são, em sua grande maioria, ascomicetos (98%), sendo o restante, basidiomicetos. As algas envolvidas nesta associação são as clorofíceas e cianobactérias. Os fungos desta associação recebem o nome de micobionte e a alga, fotobionte, pois é o organismo fotossintetizante da associação.
A natureza dupla do liquen é facilmente demonstrada através do cultivo separado de seus componentes. Na associação, os fungos tomam formas diferentes daquelas que tinha quando isolados, grande parte do corpo do liquen é formado pelo fungo.
A microscopia eletrônica mostra as hifas de fungo entrelaçadas com a alga.

Morfologia

Normalmente existem três tipos de talo:
Crostoso: o talo é semelhante a uma crosta e encontra-se fortemente aderido ao substrato.



Folioso: o talo é parecido com folhas



Fruticoso: o talo é parecido com um arbusto e tem posição ereta.



Reprodução

Os liquens não apresentam estruturas de reprodução sexuada. O micobionte pode formar conídios,ascósporos ou basidiósporos. As estruturas sexuadas apresentam forma de apotécio. Os esporos formados pelos fungos do liquen germinam quando entram em contato com alguma clorofícea ou cianobactéria.
O fotobionte se reproduz vegetativamente. O liquen pode se reproduzir assexuadamente por sorédios, que são propágulos que contém células de algas e hifas do fungo, e por isídios, que são projeções do talo, parecido com verrugas. O liquen também pode se reproduzir por fragmentação do talo.


Habitat

Os líquens possuem ampla distribuição e habitam as mais diferentes regiões. Normalmente os liquens sãoorganismos pioneiros em um local, pois sobrevivem em locais de grande estresse ecológico. Podem viver em locais como superfícies de rochas, folhas, no solo, nos troncos de árvores, picos alpinos, etc. Existem liquens que são substratos para outros liquens.
A capacidade do liquen de viver em locais de alto estresse ecológico deve-se a sua alta capacidade de dessecação. Quando um líquen desseca, a fotossíntese é interrompida e ele não sofre pela alta iluminação, escassez de água ou altas temperaturas. Por conta desta baixa na taxa de fotossíntese, os liquens apresentam baixa taxa de crescimento.


Importância Econômica

Os liquens produzem ácidos que degradam rochas e ajudam na formação do solo, tornando-se organismos pioneiros em diversos ambientes. Esses ácidos também possuem ação citotóxica e antibiótica.
Quando a associação é com uma cianobactéria, os liquens são fixadores de nitrogênio, sendo importantes fontes de nitrogênio para o solo.
Os liquens são extremamente sensíveis à poluição, sobrevivendo de bioindicadores de poluição, podendo indicar a qualidade do ar e até quantidade de metais pesados em áreas industriais.
Algumas espécies são comestíveis, servindo de alimento para muitos animais.

FONTE: www.sobiologia.com.br

Reino Fungi- Continuação


Fungos Unicelulares

À primeira vista, parece que todo o fungo é macroscópico. Existem, porém, fungos microscópicos, unicelulares. Entre estes, pode ser citado o Saccharomyces cerevisiae. Esse fungo é utilizado para a fabricação de pão, cachaça, cerveja etc., graças à fermentação que ele realiza.

Saccharomyces: fungos unicelulares. Note que os pequenos brotos são novos indivíduos que estão sendo formados por reprodução assexuada.


                                                                         Fungos Pluricelulares

Os fungos pluricelulares possuem uma característica morfológica que os diferencia dos demais seres vivos. Seu corpo é constituído por dois componentes: o corpo de frutificação é responsável pela reprodução do fungo, por meio de células reprodutoras especiais,o esporos, e o micélio é constituído por uma trama de filamentos, onde cada filamento é chamado de hifa.
Na maioria dos fungos, a parede celular é complexa e constituída de quitina, a mesma substância encontrada no esqueleto dos artrópodes.
O carboidrato de reserva energética da maioria dos fungos é o glicogênio, do mesmo modo que acontece com os animais.

Tipos de Hifas

Dependendo do grupo de fungos, as hifas podem apresentar diferentes tipos de organização. Na hifas cenocíticas, presentes em fungos simples, o fio é contínuo e o citoplasma contém numerosos núcleos nele inserido.

Fungos mais complexos, possuem hifas septadas, isto é, há paredes divisórias (septos) que separam o filamento internamente em segmentos mais ou menos parecidos. Em cada septo há poros que permitem o livre trânsito de material citoplasmático de um compartimento a outro.

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O Reino Fung


Fungos saprófagos apodrecendo o morango
Os fungos são popularmente conhecidos por bolores, mofos, fermentos, levedos, orelhas-de-pau, trufas e cogumelos-de-chapéu (champignon). É um grupo bastante numeroso, formado por cerca de 200.000 espécies espalhadas por praticamente qualquer tipo de ambiente.

Os Fungos e sua Importância

Os fungos apresentam grande variedade de modos de vida. Podem viver como saprófagos, quando obtêm seus alimentos decompondo organismos mortos; como parasitas, quando se alimentam de substâncias que retiram dos organismos vivos nos quais se instalam, prejudicando-o ou podendo estabelecer associações mutualísticas com outros organismos, em que ambos se beneficiam. Além desses modos mais comuns de vida, existem alguns grupos de fungos considerados predadores que capturam pequenos animais e deles se alimentam.
Em todos os casos mencionados, os fungos liberam enzimas digestivas para fora de seus corpos. Essas enzimas atuam imediatamente no meio orgânico no qual eles se instalam, degradando-o à moléculas simples, que são absorvidas pelo fungo como uma solução aquosa.
Os fungos saprófagos são responsáveis por grande parte da degradação da matéria orgânica, propiciando a reciclagem de nutrientes. Juntamente com as bactérias saprófagas, eles compõem o grupos dos organismos decompositores, de grande importância ecológica. No processo da decomposição, a matéria orgânica contida em organismos mortos é devolvida ao ambiente, podendo ser novamente utilizada por outros organismos.
Apesar desse aspecto positivo da decomposição, os fungos são responsáveis pelo apodrecimento de alimentos, de madeira utilizada em diferentes tipos de construções de tecidos, provocando sérios prejuízos econômicos. Os fungos parasitas provocam doenças em plantas e em animais, inclusive no homem.

 Folha da soja com sintomas da ferrugem asiática.  
A ferrugem do cafeeiro, por exemplo, é uma parasitose provocada por fungo; as pequenas manchas negras, indicando necrose em folhas, como a da soja, ilustrada a seguir, são devidas ao ataque por fungos

Em muitos casos os fungos parasitas das plantas possuem hifas especializadas - haustórios - que penetram nas células do hospedeiro usando os estomas como porta de entrada para a estrutura vegetal. Das células da planta captam açúcares para a sua alimentação.

Dentre os fungos mutualísticos, existem os que vivem associados a raízes de plantas formando as micorrizas (mico= fungo; rizas = raízes). Nesses casos os fungos degradam materiais do solo, absorvem esses materiais degradados e os transferem à planta, propiciando-lhe um crescimento sadio. A planta, por sua vez, cede ao fungo certos açucares e aminoácidos de que ele necessita para viver.
Algumas plantas que formam as micorrizas naturalmente são o tomateiro, o morangueiro, a macieira e as gramínias em geral.

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24 de agosto de 2012

Polinização

  
A maneira pela qual as plantas se reproduzem

O objetivo principal de qualquer flor é atrair o agente polinizador, para garantir a perpetuação de espécie pela polinização. Os agentes polinizadores geralmente são insetos (entomofilia), aves (ornitofilia) e morcegos (quiropterofilia). Normalmente, as flores coloridas atraem seu agente com eficiência, devido aos diferentes tons e quantidade de cores.
Os insetos conseguem perceber tons que variam do amarelo ao vermelho com grande facilidade. As flores coloridas também se destacam entre os vários tons de verde da vegetação. Mas, as flores brancas não dispõem deste mecanismo, e, portanto utilizam o seu perfume. Este também é um mecanismo muito eficaz.
Após ser atraído, o inseto se alimenta e, ao retirar o néctar de uma planta, acaba levando o pólen dela para outra, garantindo assim a variabilidade genética. Mas quais são as partes da flor que recebem o pólen? Como ocorre a fecundação? Antes de responder estas questões, vejamos as partes de uma flor.

Partes da flor

Primeiramente as flores são formadas por três partes distintas, são elas:

  • pedúnculo: parte que sustenta a flor e está ligada ao caule;
  • receptáculo: porção dilatada do pedúnculo onde se encontram os verticilos florais;
  • verticilos florais: cálice e a corola (estes servem para proteção) e androceu e gineceu (que servem para reprodução).
O cálice é o conjunto de sépalas (folhas verdes modificadas), enquanto que a corola corresponde ao conjunto de pétalas (folhas coloridas). O androceu é o órgão masculino da flor e é formado por estames. Os estames são formados por filete, antera e conectivo. Na antera se localizam dois sacos polínicos, local onde são produzidos e armazenados os grãos de pólen.

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Briófitas


Os vegetais mais antigos do mundo

Você pode achar que as briófitas são plantinhas pequenas e insignificantes. Mas aposto que não sabia que elas representam os vegetais mais antigos e que seus ancestrais provavelmente encontram-se na base da evolução de todas as plantas terrestres. Outro fato que você provavelmente não sabia é que existe uma espécie de musgo que, somando suas áreas de ocorrência ao redor do mundo, pode ser considerada como a planta mais abundante da superfície do planeta.
A maioria das briófitas ocorre em ambientes úmidos; poucas são aquáticas. Mas algumas espécies podem se desenvolver em ambientes inóspitos como desertos, o gelo dos círculos polares e rochas nuas. Estas últimas são chamadas de espécies pioneiras. Ou seja, são plantas que se desenvolvem primeiro durante a colonização de um substrato, criando condições para o desenvolvimento posterior de outros organismos.
São plantas avasculares, ou seja, não possuem vasos condutores de seiva (xilema e floema). São consideradas como intermediárias entre as algas verdes e as plantas vasculares. Elas compartilham algumas características com as algas, como, por exemplo, uma estrutura similar do cloroplasto. Porém, diferentemente destas, as briófitas já apresentam alguma organização tecidual.
As briófitas são as primeiras plantas adaptadas à vida terrestre. Para viver no meio terrestre são necessárias adaptações às condições desse meio. Uma delas é evitar a perda de água pela evaporação que ocorre na superfície da planta em contato com o ar. Para isso, as plantas terrestres apresentam, entre outras adaptações, um revestimento protetor sobre a epiderme, chamado cutícula. As plantas terrestres precisam também se fixar ao substrato. No caso das briófitas, quem realiza esta função são estruturas chamadas rizóides.
Como as briófitas não possuem sistema vascular, o transporte de água e nutrientes tem de ser feito célula a célula, através da difusão. Essa característica faz com que seu tamanho seja reduzido, pois esse sistema não permite transportar a seiva por longas distâncias de maneira rápida e eficiente.

A classificação das briófitas

As briófitas costumam ser divididas em três grupos: Hepaticae, Anthocerotae e Musci. A seguir, vermos um pouco sobre cada uma deles.

Hepaticae
O grupo é representado por cerca de 10.000 espécies que estão entre as briófitas mais simples e de menor porte. O nome Hepaticae vem do grego hepatos, que significa fígado. Isso porque essas briófitas possuem um formato que lembra tal órgão. Elas ocorrem em ambientes terrestres úmidos, na superfície de rochas, troncos de árvores e algumas poucas espécies crescem na água.

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Raiz


Órgão vegetal absorve nutrientes

A beterraba é um exemplo de raiz tuberosa que armazena reservas nutritivas
A raiz, juntamente com o caule e as folhas, compõe a parte vegetativa das plantas, ou seja, aquela que não está envolvida na reprodução. Suas principais funções são a absorção de água e nutrientes e a fixação da planta no solo.
As raízes também são responsáveis pela produção de alguns hormônios vegetais, como é o caso da citosina, substância envolvida principalmente na multiplicação celular e no crescimento dos tecidos. E também existem raízes adaptadas a funções especiais, como armazenar substâncias de reserva e realizar trocas gasosas.

Classificação

De acordo com suas origens, as raízes podem ser classificadas em três tipos: primária, secundária e adventícia. As raízes primárias são aquelas originadas da radícula do embrião. As secundárias originam-se a partir de ramificações da raiz primária. Já as adventícias se originam a partir dos nós caulinares.
As raízes apresentam dois tipos de estruturação: o sistema axial (ou pivotante) e o sistema fasciculado (ou cabeleira). O sistema axial apresenta um eixo principal bem desenvolvido. Esse eixo cresce perpendicularmente ao solo e possui pequenas ramificações laterais. O sistema axial está presente nas dicotiledôneas. O sistema fasciculado não possui um eixo central e suas ramificações crescem em todas as direções. É característico das monocotiledôneas.

Crescimento primário

O crescimento primário ocorre na região apical e corresponde ao crescimento em comprimento da raiz. Essa região é recoberta por uma estrutura chamada de coifa. A coifa forma uma espécie de capa, que protege o meristema apical da raiz enquanto esta cresce e penetra no solo. O meristema apical da raiz corresponde a uma região de intensa proliferação celular.
Logo acima do meristema apical há uma zona na qual as células se tornam alongadas, promovendo o crescimento em comprimento da raiz: é a chamada região de alongamento. E, por fim, há a zona pilífera, ou região de maturação. Nela ocorre a diferenciação celular e a formação dos pelos radiculares.

Estrutura primária

Quando examinada em corte transversal, a raiz primária apresenta basicamente as seguintes camadas: epiderme, córtex e sistema vascular.
A epiderme é a camada mais externa. Ela é responsável pela absorção de água e nutrientes do solo e pela proteção da raiz. É formada por uma camada única de células e apresenta estruturas chamadas de pelos radiculares. Os pelos radiculares são prolongamentos de células epidérmicas que aumentam a superfície de contato e, consequentemente, a capacidade de absorção da raiz.
Abaixo da epiderme encontra-se o córtex. Na parte mais externa do córtex as células estão dispostas de forma bem espaçada e são unidas por plasmodesmas (canais citoplasmáticos que conectam células vizinhas). Essa região do córtex permite a circulação de ar, água e nutrientes.
Na parte mais interna do córtex encontra-se a endoderme. A endoderme é formada por uma camada de células compactadas. Suas células possuem as paredes laterais espessadas por estruturas formadas pelo depósito de suberina. Essas estruturas são chamadas de estrias de Caspary.
A presença das estrias de Caspary força a passagem da água e dos solutos oriundos da camada externa do córtex a atravessar as células da endoderme. Desta forma, a endoderme atua na seleção das substâncias que irão atingir o cilindro vascular.
Por fim, na região central, encontram-se os tecidos vasculares, ou seja, o xilema e o floema primários. O xilema situa-se mais internamente e emite projeções em direção à região externa. Intercalado com as projeções do xilema encontram-se pequenos agrupamentos de floema.
Envolvendo o xilema e o floema existe um tecido não vascular chamado periciclo. O periciclo é responsável pela formação das raízes laterais e, nas espécies com crescimento secundário, origina um tecido chamado felogênio.

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Vegetais



Evolução e adaptação das plantas à vida na Terra

O pinheiro-do-paraná ou pinheiro brasileiro é um exemplo de gimnosperma
As algas marinhas de 500 milhões de anos atrás, no período Ordoviciano, deram origem aos vegetais. A Terra passou por um período de seca e muitas modificações (período Siluriano, há 435 milhões de anos) que pode ter sido um fator de seleção natural.
Para conquistarem o novo ambiente, as plantas precisaram se adaptar às suas novas condições de vida. Assim, desenvolveram vasos condutores de seiva, que garantem a distribuição das seivas bruta e elaborada pela planta.
Esta característica está diretamente ligada ao porte da planta, pois as briófitas, como os musgos, por exemplo, não apresentam esses vasos e chegam a ter no máximo 10 cm, enquanto que as gimnospermas e angiospermas podem chegar a 100 m.

Agentes polinizadores


Outra adaptação ao ambiente terrestre está relacionada às sementes e sua dispersão. O vegetal mais evoluído é aquele que apresenta sua semente protegida pelo fruto. Sua disseminação ocorre, normalmente, através de agentes polinizadores, tais como, os insetos, pássaros e morcegos, entre outros.

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A Filogênese dos Seres Vivos




Qual foi o ancestral dos répteis (lagartos, cobras) que vivem na Terra atual? Essas e outras perguntas relativas à origem dos grandes grupo de seres vivos eram difíceis de serem respondidas até surgir, em 1859, a Teoria da evolução Biológica por Seleção Natural, proposta por Charles Darwin e Alfred Russel Wallace. Com a compreensão de "como" a evolução biológica ocorre, os biólogos passaram a sugerir hipóteses para explicar a possível relação de parentesco entre os diversos grupos de seres vivos.
Diagramas em forma de árvore - elaborados com dados de anatomia e embriologia comparadas, além de informações derivadas do estudo de fósseis - mostraram a hipotética origem de grupos a partir de supostos ancestrais. Essas supostas "árvores genealógicas" ou "filogenéticas" (do grego, phylon = raça, tribo + génesis = fonte, origem, início) simbolizavam a história evolutiva dos grupos que eram comparados, além de sugerir uma provável época de origem para cada um deles. Como exemplo veja a figura abaixo.




O esquema representa uma provável "história evolutiva" dos vertebrados. Note que estão representados os grupos atuais - no topo do esquema- bem como os prováveis ancestrais. Perceba que o grupo das lampreias (considerados "peixes" sem mandíbula) é bem antigo (mais de 500 milhões de anos). Já cerca de 150 milhões de anos, provavelmente a partir de um grupo de dinossauros ancestrais. Note, ainda, que o parentesco existe entre aves e répteis é maior do que existe entre mamífero e répteis, e que os três grupos foram originados de um ancestral comum.
Atualmente com um maior número de informações sobre os grupos taxonômicos passaram-se a utilizar computadores para se gerar as arvores filogenéticas e os cladogramas para estabelecer as inúmeras relações entre os seres vivos.

Nomenclatura popular



A nomeação dos seres vivos que compõe a biodiversidade constitui uma etapa do trabalho de classificação. Muitos seres são "batizados" pela população com nomes denominados populares ou vulgares, pela comunidade científica.
Esses nomes podem designar um conjunto muito amplo de organismos, incluindo, algumas vezes, até grupos não aparentados.
O mesmo nome popular pode ser atribuído a diferentes espécies, como neste exemplo:


 Ananas comosus 


Ananas ananassoides

Estas duas espécies do gênero ananas são chamadas pelo mesmo nome popular Abacaxi.
Outro exemplo é o crustáceo de praia Emerita brasiliensis, que no Rio de Janeiro é denominado tatuí, e nos estados de São Paulo e Paraná é chamado de tatuíra

Em contra partida, animais de uma mesma espécie podem receber vários nomes, como ocorre com a onça-pintada, cujo nome científico é Panthera onca.



Outros nomes populares:
canguçu, onça-canguçu, jaguar-canguçu
Um outro exemplo é a planta Manihot esculenta, cuja raiz é muito apreciada como alimento. Dependendo da região do Brasil, ela é conhecida por vários nomes: aipim, macaxeira ou mandioca.
Considerando os exemplo apresentados, podemos perceber que a nomenclatura popular varia bastante, mesmo num país como o Brasil, em que a população fala um mesmo idioma, excetuando-se os idiomas indígenas. Imagine se considerarmos o mundo todo, com tantos, com tantos idiomas e dialetos diferentes, a grande quantidade de nomes de um mesmo ser vivo pode receber. Desse modo podemos entender a necessidade de existir uma nomenclatura padrão, adotada internacionalmente, para facilitar a comunicação de diversos profissionais, como os médicos, os zoólogos, os botânicos e todos aqueles que estudam os seres vivos.


Classificação dos Seres Vivos



A sistemática é a ciência dedicada a inventariar e descrever a biodiversidade e compreender as relações filogenéticas entre os organismos. Inclui a taxonomia (ciência da descoberta, descrição e classificação das espécies e grupo de espécies, com suas normas e princípios) e também a filogenia (relações evolutivas entre os organismos). Em geral, diz-se que compreende a classificação dos diversos organismos vivos. Em biologia, os sistematas são os cientistas que classificam as espécies em outros táxons a fim de definir o modo como eles se relacionam evolutivamente.
O objetivo da classificação dos seres vivos, chamada taxonomia, foi inicialmente o de organizar as plantas e animais conhecidos em categorias que pudessem ser referidas. Posteriormente a classificação passou a respeitar as relações evolutivas entre organismos, organização mais natural do que a baseada apenas em características externas. Para isso se utilizam também características ecológicas, fisiológicas, e todas as outras que estiverem disponíveis para os táxons em questão. É a esse conjunto de investigações a respeito dos táxons que se dá o nome de Sistemática. Nos últimos anos têm sido tentadas classificações baseadas na semelhança entre genomas, com grandes avanços em algumas áreas, especialmente quando se juntam a essas informações aquelas oriundas dos outros campos da Biologia.
A classificação dos seres vivos é parte da sistemática, ciência que estuda as relações entre organismos, e que inclui a coleta, preservação e estudo de espécimes, e a análise dos dados vindos de várias áreas de pesquisa biológica.
O primeiro sistema de classificação foi o de Aristóteles no século IV a.C., que ordenou os animais pelo tipo de reprodução e por terem ou não sangue vermelho. O seu discípulo Teofrasto classificou as plantas por seu uso e forma de cultivo.
Nos séculos XVII e XVIII os botânicos e zoólogos começaram a delinear o atual sistema de categorias, ainda baseados em características anatômicas superficiais. No entanto, como a ancestralidade comum pode ser a causa de tais semelhanças, este sistema demonstrou aproximar-se da natureza, e continua sendo a base da classificação atual. Lineu fez o primeiro trabalho extenso de categorização, em 1758, criando a hierarquia atual.
A partir de Darwin a evolução passou a ser considerada como paradigma central da Biologia, e com isso evidências da paleontologia sobre formas ancestrais, e da embriologia sobre semelhanças nos primeiros estágios de vida. No século XX, a genética e a fisiologia tornaram-se importantes na classificação, como o uso recente da genética molecular na comparação de códigos genéticos. Programas de computador específicos são usados na análise matemática dos dados.
Em fevereiro de 2005 Edward Osborne Wilson, professor aposentado da Universidade de Harvard, onde cunhou o termo biodiversidade e participou da fundação da sociobiologia, ao defender um "projeto genoma" da biodiversidade da Terra, propôs a criação de uma base de dados digital com fotos detalhadas de todas a espécies vivas e a finalização do projeto Árvore da vida. Em contraposição a uma sistemática baseada na biologia celular e molecular, Wilson vê a necessidade da sistemática descritiva para preservar a biodiversidade.
Do ponto de vista econômico, defendem Wilson, Peter Raven e Dan Brooks, a sistemática pode trazer conhecimentos úteis na biotecnologia, e na contenção de doenças emergentes. Mais da metade das espécies do planeta é parasita, e a maioria delas ainda é desconhecida.
De acordo com a classificação vigente as espécies descritas são agrupadas em gêneros. Os gêneros são reunidos, se tiverem algumas características em comum, formando uma família. Famílias, por sua vez, são agrupadas em uma ordem. Ordens são reunidas em uma classe. Classes de seres vivos são reunidas em filos. E os filos são, finalmente, componentes de alguns dos cinco reinos (Monera, Protista, Fungi, Plantae e Animalia).






Estabelecendo Filogenias com os Cladogramas




Ao dispor de um grande número de características comparativas, mais confiáveis - anatômicas, embriológicas, funcionais, genéticas, comportamentais etc. - os biólogos interessados na classificação dos seres vivos puderam elaborar hipóteses mais consistentes a respeito da evolução dos grandes grupos. Influenciados pelo trabalho de Wili Hennig - um cientista alemão, especialista em insetos - passaram a apresentar as características em cladogramas. Neste tipo de diagrama, utiliza-se uma linha, cujo ponto de origem - a raiz- simboliza um provável grupo (ou espécie) ancestral. De cada surge um ramo, que conduz a um ou a vários grupos terminais. Com os cladogramas pode-se estabelecer uma comparação entre as características primitivas - que existiam em grupos ancestrais - e as derivadas - compartilhadas por grupos que os sucederam.



22 de julho de 2012

A Influência da Vegetação na Atmosfera- Parte 1



A influência da vegetação na atmosfera

A radiação solar que incide sobre a superfície terrestre deixa uma quantidade de energia disponível. Essa energia aquece o ar e é utilizado pelas plantas. As plantas utilizam uma pequena parte de energia para a fotossíntese, e o restante para a transpiração. Desde cedo aprendemos que as plantas fazem fotossíntese. Mas você lembra o que isso significa? Na fotossíntese, a planta absorve CO2 (gás carbônico) e fornece O2 (oxigênio). Ou seja, a fotossíntese é o contrário da respiração.

Elementos da fotossíntese
Elementos da fotossíntese

Além disso, na fotossíntese, a planta constrói glicose, que é a matéria-prima do amido e da celulose. Durante o dia, paralelamente à fotossíntese, ocorre a transpiração das plantas. Na transpiração, as plantas cedem vapor d’água para o ar; portanto, a transpiração deixa o ar mais úmido. O vapor pode ser transportado para cima, formar nuvens e, eventualmente, retornar à superfície na forma de chuva. Ou seja, o vapor d’água oriundo da transpiração é uma importante componente do ciclo hidrológico.

Absorção de energia solar por diferentes biomas
Absorção de energia solar por diferentes biomas

A atmosfera deixa uma quantidade de energia disponível para a superfície. As plantas "roubam" uma parte dessa energia para transpirar. Se não existisse a vegetação, toda a energia seria utilizada para o aquecimento do ar. A superfície ficaria mais quente e mais seca. Se compararmos duas regiões - uma desértica e outra densamente vegetada - sujeitas à mesma radiação solar, ou seja, localizadas na mesma latitude, veremos que, durante o dia, a região desértica é mais quente e seca que a vegetada. A transpiração influencia a superfície, deixando-a menos quente e mais úmida.

A influência da atmosfera na vegetação

Parece intuitivo associar vegetação a clima. Por exemplo, florestas tropicais – por exemplo, a floresta Amazônica – ocorrem em regiões onde as chuvas são abundantes e a temperatura é alta. Já onde as chuvas são muito escassas, independentemente da temperatura, ocorrem os desertos.

Globo Terrestre

Globo Terrestre

Distribuição global de biomas e precipitação
Distribuição global de biomas e precipitação

A medida que subimos uma montanha ou saímos do Equador em direção aos pólos a temperatura e a precipitação diminuem. Portanto, encontramos biomas diferentes à medida que subimos a montanha. Isto é a zonação da vegetação.

CAMPOS

A vegetação é constituída principalmente de plantas herbáceas, havendo poucos arbustos. As chuvas são menos abundantes que as das florestas mas mais abundantes que as dos desertos. Estão sujeitos a períodos de estiagem prolongados; portanto, o estresse hídrico dificulta a transpiração das plantas, deixando o ar mais seco.

Campos
Campos

DESERTO

Caracterizam-se por chuvas muito escassas. As plantas são esparsas, com muito espaço entre elas. Há adaptações especiais nos vegetais que vivem nos desertos. Muitos vegetais são suculentos, como os cactos que armazenam água. Nessas plantas, é o caule verde que faz fotossíntese, enquanto as folhas são transformadas em espinhos, o que reduz a área transpirante.

Desertos
Desertos

TUNDRA

São características do hemisfério norte, ocorrendo em altas latitudes (acima de 60o). As temperaturas são muito baixas (abaixo de –5oC). A precipitação é pequena (ao redor de 25 cm anuais) e, normalmente, em forma de neve. A vegetação se desenvolve apenas durante 2 a 3 meses por ano, pois os solos permanecem congelados a maior parte do tempo. As plantas que conseguem sobreviver são de pequeno porte: sobretudo gramíneas, alguns poucos arbustos, grandes camadas de líquens e musgos sobre as rochas.

Tundra
Tundra

CONTINUA...

A Influência da Vegetação na Atmosfera- Parte 2





FLORESTA TROPICAL

Trata-se de uma floresta densa, composta por muitas espécies, e "sempre verde", isto é, suas folhas não caem. As florestas tropicais ocorrem em regiões da faixa equatorial sujeitas a chuvas abundantes e altas temperaturas. Na vertical, podemos dividir a floresta em camadas, pois existe uma nítida estratificação. As camadas são também chamadas de estratos. Na camada superior (entre 30 e 40 m acima do solo), fica a copa das árvores mais altas. Abaixo dela, encontra-se uma camada contendo a copa das árvores menores (entre 5 e 30 m). Essa camada pode ser subdividida em duas ou mais subcamadas. Finalmente, encontramos a camada de arbustos (cerca de 5 m de altura). Próximo à superfície do solo, há pouca vegetação, devido à escassa quantidade de luz que consegue atravessar a densa folhagem e chegar ao solo.

Floresta Tropical
Floresta Tropical

FLORESTA TEMPERADA

Trata-se de florestas típicas do hemisfério norte, ocorrendo em latitudes médias (30 a 60o). Ao contrário das florestas tropicais, que são "sempre verdes", as árvores da floresta temperada perdem as suas folhas no outono. São ditas, por isso, caducifólias. As chuvas são menos abundantes que as da faixa equatorial, mas continuam relativamente altas. As temperaturas são amenas. Nessas florestas são encontrados, comumente, faias, nogueiras e carvalhos. A diversidade das espécies é grande, mas menor que a da floresta tropical.

Floresta Temperada
Floresta Temperada

FLORESTA DE CONÍFERAS

Também chamada de taiga (nome russo para designar a floresta de coníferas da Sibéria), trata-se de florestas de pinheiros. Ocorrem entre as latitudes médias e as altas. As temperaturas são baixas e as chuvas, menos abundantes que as da floresta temperada. As florestas são "sempre verdes" e possuem adaptações para a vida em ambiente de inverno longo e com a presença de neve. As folhas das árvores têm a forma de agulhas, o que é uma adaptação para reduzir a transpiração. Existe pouca vegetação rasteira, pois pouca luz chega ao solo. As florestas de coníferas possuem pouca variedade de espécies.

Floresta de Coníferas
Floresta de Coníferas

A influência da atmosfera na vegetação

O corpo de uma planta terrestre típica é composto de três partes familiares e fundamentais. Essas partes também chamadas de órgãos vegetativos são: raiz, caule e folha. A raiz das plantas é responsável pela retirada de água e nutrientes do solo. Quando adubamos o solo, estamos repondo os nutrientes que as plantas necessitam para o seu desenvolvimento. A água e nutrientes absorvidos compõem a seiva bruta. Essa seiva bruta é transportada, da raiz para as folhas pelo xilema (conjunto de vasos encontrados no caule da planta).

Composição da planta
Composição da planta

Nas folhas, ocorre a fotossíntese, que é um processo de produção de glicose e oxigênio. A glicose produzida compõe a seiva elaborada conhecida como alimento da planta. A seiva elaborada é transportada, das folhas para a raiz, por um conjunto de vasos chamados de floema. Durante a descida, o floema fornece alimento aos demais órgãos, principalmente aos que não realizam fotossíntese, como as raízes.

Note que a respiração ocorre em todos os órgãos da planta. A respiração é um processo que consome glicose e oxigênio, e produção de gás carbônico, água e energia. Esse energia é utilizada pela planta para realizar as suas funções vitais.

Uma folha de forma simplificada é constituída de epiderme, estômatos, parênquima e nervuras. As paredes da epiderme da folha não perdem água, mas essa parede possui buracos, chamados de estômatos. É através dos estômatos que a folha realiza as trocas de gasosas.

Constituição da folha
Constituição da folha

O estômato é formado por duas células em forma de rim, denominadas células-guarda, com uma abertura entre elas, chamada de ostíolo. As células-guarda controlam a abertura estomática: quando as células-guarda estão inchadas devido à absorção de água, o ostíolo fica aberto; quando estão murchas, o ostíolo se fecha.

Estômato
Estômato

CONTINUA...

17 de julho de 2012

A Influência da Vegetação na Atmosfera- Parte 3


VEGETAÇÃO BRASILEIRA

Estima-se que 10% das espécies vegetais do planeta vivam nas paisagens brasileiras, mas essa vegetação vêm sendo consumidas por desmatamento, queimadas e poluição.

Mapa de vegetação no Brasil
Mapa de vegetação no Brasil

FLORESTA AMAZÔNICA

A Floresta Amazônica é uma típica floresta tropical, com grande diversidade de espécies vegetais e animais. Ela é um gigante tropical que ocupa 5,5 milhões de km2 dos quais 60% estão em território brasileiro; o restante se reparte entre as duas Guianas, Suriname, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Floresta Amazônica
Floresta Amazônica

Em geral, a vegetação amazônica é higrófila, ou seja, adaptada à vida em condições de excesso de água. As adaptações que tais plantas apresentam são: ramos e folhas com os ápices voltados para baixo, folhas em goteira e ceras que revestem a superfície foliar. Todas essas características permitem que o excesso de água goteje para baixo com facilidade, evitando assim a obstrução dos estômatos.

Na Floresta Amazônica vivem e se reproduzem mais de um terço das espécies existentes no planeta. Além de 2.500 espécies de árvores (um terço da madeira tropical do mundo), a Amazônia também abriga água, muita água. O Rio Amazonas ­ a maior bacia hidrográfica do mundo, que cobre uma extensão aproximada de 6 milhões de km2 ­ corta a região para desaguar no Oceano Atlântico, lançando no mar, a cada segundo, cerca de 175 milhões de litros de água. Esse número corresponde a 20% da vazão conjunta de todos os rios da terra. E são nessas águas que se encontra o maior peixe de água doce do mundo: o pirarucu, que atinge até 2,5 m.

Todos os números que envolvem indicadores desse bioma são enormes. Uma boa idéia da exuberância da floresta está na fauna local. Das 100 mil espécies de plantas que ocorrem em toda a América Latina, 30 mil estão na Amazônia. A diversidade em espécies vegetais se repete na fauna da região. Os insetos, por exemplo, estão presentes em todos os estratos da floresta. Os animais rastejadores, os anfíbios e aqueles com capacidade para subir em locais íngremes, como o esquilo, exploram os níveis baixos e médios. Os locais mais altos são explorados por beija-flores, araras, papagaios e periquitos à procura de frutas, brotos e castanhas. Os tucanos, voadores de curta distância, exploram as árvores altas. O nível intermediário é habitado por jacus, gaviões, corujas e centenas de pequenas aves. No extrato terrestre estão os jabutis, cutias, pacas, antas etc. Os mamíferos aproveitam a produtividade sazonal dos alimentos, como os frutos caídos das árvores. Esses animais, por sua vez, servem de alimentos para grandes felinos e cobras de grande porte.

A maior parte dos solos da Floresta Amazônica é pobre em nutrientes. Pode parecer contraditório que uma floresta tão rica possa sobreviver sobre um solo pobre. Isso se explica pelo fato de ocorrer um ciclo fechado de nutrientes. Quase todos os minerais estão acumulados no vegetal. Quando os órgãos da planta morrem, são decompostos, e os nutrientes são reabsorvidos pelas raízes. Portanto, a floresta vive do seu próprio material orgânico. Se a água das chuvas caísse diretamente sobre o solo, tenderia a lavá-lo, retirando os sais minerais. Na floresta, porém, a queda das gotas é amortecida pela densa folhagem, o que reduz a perda de nutrientes. Portanto, o desmatamento, que reduz a folhagem da floresta, pode levar ao empobrecimento da terra. Isso mostra uma das fragilidades do ecossistema.

Atualmente, sabe-se que a Floresta Amazônica é um ecossistema frágil. A menor imprudência pode causar danos irreversíveis ao seu delicado equilíbrio ecológico.

MATA ATLÂNTICA

A Mata Atlântica é uma das florestas tropicais mais ameaçadas do mundo. Hoje, está reduzida a apenas 7% de sua área original. Mais de 70% da população brasileira vivem na região da Mata Atlântica.

Mata Atlântica
Mata Atlântica

A Mata Atlântica também é uma floresta tropical típica, e muitas das características da Floresta Amazônica são válidas para ela. A diferença mais marcante é a topografia, que, no caso da Mata Atlântica, é mais íngreme e variável.

Na época do descobrimento do Brasil, a Mata Atlântica tinha uma área equivalente a um terço da Amazônia. Cobria 1 milhão de km2, ou 12% do território nacional, estendendo-se do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Apesar da devastação sofrida, a riqueza das espécies animais e vegetais que ainda se abrigam na Mata Atlântica é espantosa. Em alguns trechos remanescentes de floresta os níveis de biodiversidade são considerados os maiores do planeta. Em contraste com essa exuberância, as estatísticas indicam que mais de 70% da população brasileira vive na região da Mata Atlântica. Além de abrigar a maioria das cidades e regiões metropolitanas do país, a área original da floresta sedia também os grandes pólos industriais, petroleiros e portuários do Brasil, respondendo por nada menos de 80% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

A Mata Atlântica abrange as bacias dos rios Paraná, Uruguai, Paraíba do Sul, Doce, Jequitinhonha e São Francisco. Espécies imponentes de árvores são encontradas na região, como o jequitibá-rosa, de 40 m de altura e 4 m de diâmetro. Também destacam-se nesse cenário várias outras espécies: o pinheiro-do-paraná, o cedro, as figueiras, os ipês, a braúna e o pau-brasil, entre muitas outras.

A região onde ocorre uma grande população do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) é chamada de Matas de Araucárias. Nessa região, existem estações bastante delimitadas: verões razoavelmente quentes e invernos bastante frios. As precipitações são regulares. A copas das árvores não forma uma camada contínua, como ocorre na Floresta Amazônica. Por serem mais abertas, são menos úmidas que as florestas tropicais. Os pinheiros podem ter troncos com 1 m de diâmetro e atingem 25 a 30 m de altura. Só se vêem ramificações no topo da árvore, o que lhe dá um aspecto de guarda-sol. Os ramos mais baixos, que ficam na sombra, são eliminados, pois a araucária é uma planta de sol (heliófila). Na Mata das Araucárias também aparece o mate, usado para infusões.

MATA COSTEIRA

O Brasil possui uma linha contínua de costa Atlântica de 8.000 km de extensão, uma das maiores do mundo. Ao longo dessa faixa litorânea é possível identificar uma grande diversidade de paisagens como dunas, ilhas, recifes, costões rochosos, baías, estuários, brejos e falésias.

Mata Costeira
Mata Costeira

Ao longo da costa brasileira, as praias, restingas, lagunas e manguezais apresentam diferentes espécies animais e vegetais. Isso se deve, basicamente, às diferenças climáticas e geológicas. Grande parte da zona costeira, entretanto, está ameaçada pela superpopulação e por atividades agrícolas e industriais. É aí, seguindo essa imensa faixa litorânea, que vive mais da metade da população brasileira.

O litoral amazônico, que vai da foz do Rio Oiapoque ao Rio Parnaíba, é lamacento e tem, em alguns trechos, mais de 100 km de largura. Apresenta grande extensão de manguezais, assim como matas de várzeas de marés. Jacarés, guarás e muitas espécies de aves e crustáceos são alguns dos animais que vivem nesse trecho da costa.

O litoral nordestino começa na foz do Rio Parnaíba e vai até o Recôncavo Baiano. É marcado por recifes calcáreos e arenitos, além de dunas que, quando perdem a cobertura vegetal que as fixa, movem-se com a ação do vento. Há ainda nessa área manguezais, restingas e matas. Nas águas do litoral nordestino vivem o peixe-boi marinho e tartarugas (ambos ameaçados de extinção).

O litoral sudeste segue do Recôncavo Baiano até São Paulo. É a área mais densamente povoada e industrializada do país. Suas áreas características são as falésias, recifes, arenitos e praias de areias monazíticas (mineral de cor marrom escura). É dominado pela Serra do Mar e tem a costa muito recortada com várias baías e pequenas enseadas. O ecossistema mais importante dessa área são as matas de restingas. Essa parte do litoral é habitada pela preguiça-de-coleira e pelo mico-sauá (espécies ameaçadas de extinção).

O litoral sul começa no Paraná e termina no Arroio Chuí, no Rio Grande do Sul. Cheio de banhados e manguezais, o ecossistema da região é riquíssimo em aves, mas há também outras espécies: ratão-do-banhado, lontras (também ameaçados de extinção), capivaras etc.

Fonte: Portal São Francisco

20 de junho de 2012

As Gimnospermas


As gimnospermas (do grego Gymnos: 'nu'; esperma: 'semente') são plantas terrestres que vivem, preferencialmente, em ambientes de clima frio ou temperado. Nesse grupo incluem-se plantas como pinheiros, as sequóias e os ciprestes. 

As gimnospermas possuem raízes, caule e folhas. Possuem também ramos reprodutivos com folhas modificadas chamadas estróbilos. Em muitas gimnospermas, como os pinheiros e as sequóias, os estróbilos são bem desenvolvidos e conhecidos como cones - o que lhes confere a classificação no grupo das coníferas. 

Há produção de sementes: elas se originam nos estróbilos femininos. No entanto, as gimnospermas não produzem frutos. Suas sementes são "nuas", ou seja, não ficam encerradas em frutos. 

Reprodução das gimnospermas 

Vamos usar o pinheiro-do-paraná (Araucária angustifólia) como modelo para explicar a reprodução das gimnospermas. Nessa planta os sexos são separados: a que possui estróbilos masculinos não possuem estróbilos femininos e vice-versa. Em outras gimnospermas, os dois tipos de estróbilos podem ocorrer numa mesma planta. 

O estróbilo masculino produz pequenos esporos chamados grãos de pólen. O estróbilo feminino produz estruturas denominadas óvulos. No interior de um óvulo maduro surge um grande esporo. 
Quando um estróbilo masculino se abre e libera grande quantidade de grãos de pólen, esses grãos se espalham no ambiente e podem ser levados pelo vento até o estróbilo feminino. Então, um grão de pólen pode formar uma espécie de tubo, o tubo polínico, onde se origina o núcleo espermático, que é o gameta masculino. O tubo polínico cresce até alcançar o óvulo, no qual introduz o núcleo espermático. 
No interior do óvulo, o grande esporo que ele abriga se desenvolve e forma uma estrutura que guarda a oosfera, o gameta feminino. Uma vez no interior do óvulo, o núcleo espermático fecunda a oosfera, formando o zigoto. 
Este, por sua vez, se desenvolve, originando um embrião. À medida que o embrião se forma, o óvulo se transforma em semente, estrutura que contém e protege o embrião 

Nos pinheiros, as sementes são chamadas pinhões. Uma vez formados os pinhões, o cone feminino passa a ser chamado pinha. Se espalhadas na natureza por algum agente disseminador, as sementes podem germinar. Ao germinar, cada semente origina uma nova planta.




Plantas Pteridófitas


Samambaias, avencas, xaxins e cavalinhas são alguns dos exemplos mais conhecidos de plantas do grupo das pateridófitas. A palavra pteridófita vem do grego pteridon, que significa 'feto'; mais phyton, 'planta'. Observe como as folhas em brotamento apresentam uma forma que lembra a posição de um feto humano no útero materno. 

À esquerda temos a Cavalinha, pteridófita do gênero Equisetum. 

Antes da invenção das esponjas de aço e de outros produtos, pteridófitas como a "cavalinha", cujo aspecto lembra a cauda de um cavalo e tem folhas muito ásperas, foram muito utilizadas como instrumento de limpeza. No Brasil, os brotos da samambaia-das-roças ou feto-águia, conhecido como alimento na forma de guisados. 
Atualmente, a importância das pteridófitas para o interesse humano restringe-se, principalmente, ao seu valor ornamental. É comum casas e jardins serem embelezados com samambaias e avencas, entre outros exemplos. 
Ao longo da história evolutiva da Terra, as pteridófitas foram os primeiros vegetais a apresentar um sistema de vasos condutores de nutrientes. Isso possibilitou um transporte mais rápido de água pelo corpo vegetal e favoreceu o surgimento de plantas de porte elevado. Além disso, os vasos condutores representam uma das aquisições que contribuíram para a adaptação dessas plantas a ambientes terrestres. 
O corpo das pteridófitas possui raiz, caule e folha. O caule das atuais pteridófitas é em geral subterrâneo, com desenvolvimento horizontal. Mas, em algumas pteridófitas, como os xaxins, o caule é aéreo. Em geral, cada folha dessas plantas divide-se em muitas partes menores chamadas folíolos. 
A maioria das pteridófitas é terrestre e, como as briófitas, vive preferencialmente em locais úmidos e sombreados. 

Pteridófitas mais conhecidas 

Cavalinha: porte pequeno, caule subterrâneo e que formam ramos eretos que lembram vagamente um caule de cana-de-açúcar com cerca de 1 cm de diâmetro. Folhas em forma de fios, agrupadas em feixes, emergem do caule e lembram uma cauda de cavalo (veja foto acima). 
Selaginela: erroneamente vendida como musgo nas floriculturas. Folhas miúdas que saem do caule cilíndrico bem fino. 
Licopódio: caule subterrâneo e que dá ramos aéreos eretos dos quais saem folhas bem menores que as da selaginela. É comum formarem-se "buquês" de rosa acompanhados de ramos de licopódios. 
Samambaias: as pteridófitas mais modernas são popularmente conhecidas como samambaias e pertencem à classe das filícíneas. Incluem as rendas portuguesas, as avencas, os xaxins, as samambaias de metro etc. Na maioria delas, o caule subterrâneo, chamado rizoma, forma folhas aéreas. 
No xaxim o caule é aéreo e estéreo e pode atingir cerca de 2 a 3 metros. As folhas são muitas vezes longas, apresentam divisões (folíolos) e crescem em comprimento pelas pontas, que são enroladas, lembrando a posição do feto no interior do útero. Na época de reprodução, os folíolos ficam férteis e neles surgem pontos escuros, os soros, verdadeiras unidades de reprodução.

13 de junho de 2012

O Estudo da Biologia no Ensino Médio


O estudo de Biologia deve propiciar o entendimento de que a vida de estrutura sob a ação dos processos evolutivos resultando numa diversidade de formas sobre as quais todas as formas de vida estão interligadas e só compreendemos esse fato através da observação das condições físicas do meio, do modo de vida e da organização das diferentes espécies biológicas. Contudo, deve-se levar em consideração que o homem é u ser com alto grau de interferência ao meio em que vive. E sendo assim, os conhecimentos biológicos não podem estar dissociados das questões sociais, políticas, econômicas e culturais.

Como ocorre com as demais disciplinas, o estudo de Biologia tem que possibilitar ao aluno construir um pensamento critico e construtivo acerca da realidade. Nessa perspectiva, o educando deve compreender os fundamentos científicos e tecnológicos, relacionando a teoria com a prática, integrando a informação recebida à sua experiência pessoal procurando avaliar todos os saberes com o real objetivo de melhorar a qualidade da comunidade.

Baseando-se nos PCN, conclui-se que nos dias atuais os conteúdos devem ser transmitidos de forma que desenvolva no aluno seu modo de pensar e de agir. Daí, a maior parte das situações de aprendizagem deve envolver na resolução de problemas, através de investigação, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise critica selecionando procedimentos e verificando sua adequação, para que ao final, os alunos analisem, levantem hipóteses, proponham explicações, concluam e comuniquem os resultados.

Para melhor análise, os conhecimentos biológicos foram organizados de maneira a enfocar integralmente as relações humanas, animais e ambientais.

Reafirmando a escola como uma das instituições que pode contribuir de maneira significativa para a democratização da sociedade brasileira, os PCNs, propõem uma educação comprometida com a cidadania. Para tanto, a questão ambiental vem sendo considerada cada vez mais importante para a sociedade, pois o futuro da humanidade depende das relações estabelecidas entre a natureza e o uso pelo homem dos recursos naturais disponíveis. Por essa razão, é de essencial importância tratar das questões relativas ao Meio Ambiente em que vivemos, considerando seus elementos físicos e biológicos e os modos de interação do homem e da natureza. Outra questão de grande relevância é o ensino da saúde que tem sido em desafio para a educação. É preciso educar para a saúde, levando em conta todos os aspectos envolvidos no dia-a-dia da escola.

Adotando determinadas abordagens, metodologias, espera-se que ao final, o aluno possa identificar problemas, levantar hipóteses, reunir dados e refletir sobre situações comprometidas com a promoção e a proteção pessoal e coletiva e, principalmente, aplicando
os conhecimentos adquiridos.